Em dez anos, a Copacabana Filmes e Produções se consolidou como uma empresa de realização cultural atuante em ramos tão diversos quanto a produção de cinema, teatro e ópera, a distribuição de filmes, a organização de eventos ligados a produtos culturais e, mais recentemente, a publicidade.

No princípio de tudo está Carlota Joaquina – Princesa do Brazil . Em 1993, Carla Camurati e Bianca de Felippes se associaram para viabilizar este projeto, que marcou a estréia de Carla como cineasta e de Bianca como produtora de cinema. Dois anos depois, com o filme pronto, elas expandiram suas atividades realizando um trabalho inédito de distribuição independente.

A empreitada deu certo: Carlota Joaquina estreou em 6 de janeiro de 1995 para se transformar no primeiro fenômeno de público de uma nova fase do cinema nacional – a “retomada” –, atraindo cerca de 1,5 milhão de espectadores. O filme participou de mais de 40 festivais e chegou a vender 20 mil cópias em vídeo, numa época em que as produções brasileiras não ultrapassavam a marca de cinco mil fitas.

Após o sucesso de Carlota , Carla Camurati dedicou-se a uma de suas paixões, a ópera, dirigindo para o SESI-Minas a montagem de La Serva Padrona , de Pergolesi. Esta montagem foi transformada em filme e sua primeira projeção se deu no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, como parte da comemoração dos 79 anos do teatro. La Serva Padrona chegou ao fim de 1998 ocupando a sexta posição entre as maiores bilheterias do ano, acumulando mais de 80 mil espectadores.

A partir de janeiro de 2001, a Copacabana expandiu suas atividades com a entrada de uma nova sócia, Bianca Costa, que implementou os departamentos de pós-produção cinematográfica e de produção de publicidade. Em outubro de 2002, a empresa se associou à Movi&Art de São Paulo e, hoje, representa onze diretores de comerciais no mercado carioca.

Paralelamente, houve a continuidade do trabalho de produção e distribuição com o lançamento de Copacabana , terceiro longa-metragem de Carla Camurati, ao mesmo tempo em que a empresa se abriu para produzir filmes de outros diretores (como Espelho D'água - uma viagem no São Francisco, de Marcus Vinícios Cézar) e ampliou sua cartela de distribuição lançando nos cinemas Bellini e a Esfinge , de Roberto Santucci, e Janela da Alma , de João Jardim e Walter Carvalho (documentário que alcançou a excepcional marca de 140 mil ingressos vendidos). Ao mesmo tempo, a empresa manteve intensa atividade na área teatral, capitaneada por Bianca de Felippes, além de ter realizado inúmeros eventos ligados a produtos culturais e de ter produzido as montagens das óperas Carmen , de Bizet, e Madama Butterfly , de Puccini, concebidas por Carla Camurati para o Teatro Alfa de São Paulo e depois remontadas no Teatro Municipal de São Paulo e no Teatro Municipal do Rio, com grande sucesso de público.

Em 2003, a Copacabana realiza pela primeira vez o Festival Internacional BR de Cinema Infantil, em parceria com o circuito Cinemark. O evento vai se espalhar por 14 cidades, ocupando 51 cinemas da rede no país, com a idéia de testar o mercado do filme para crianças e difundir um produto cultural que normalmente encontra dificuldades de circulação, contribuindo sobretudo para a formação de platéias do futuro.

A Produtora